domingo, 18 de janeiro de 2015

Será que o melhor já se foi?

Sorrisos vindo do nada, tranquilidade sendo sentida de novo, calor de viver estando presente com mais constância. Não sentir tanto peso em pensar em você e como está a sua vida tem sido recompensador, tanto quanto essas coisas que falei. Obviamente ainda tenho a certeza que o amor existe e continuará existindo, mas parece que o calor da raiva e a tristeza causada pela angústia estar indo embora tem aliviado meus dias.

Apesar de tudo isso. minha possivel maior tristeza sobre tudo isso foi levantada sem querer esses dias numa conversa despretenciosa: será que os novos tempos conseguirão ser tão felizes e satisfatórios como os que já se foram? Refleti comigo que nem nos meus piores dias, nem nos nossos piores momentos, em nenhum momento sequer eu te quis distante de mim. Até mesmo nas minhas idiotices e erros eu te via na minha frente, inexplicávelmente, mas você sempre foi o pilar, a inspiração, o motivo... a razão. E não existia cegueira. Eu perguntava ao coração e a razão afirmava. Não existiam dúvidas. Minha traição comigo mesmo foi não me conhecer, temer um futuro que apenas eu preví, e porra... eu nunca fui um bom vidente. Minha possível pretensão de querer ter sempre razão iniciou uma onda que te tirou de mim num tsunami de coisas ruins que vieram a minha vida. Porém, há dias de lágrimas, dias de tristeza, dias de desapontamento e dias de solidão. Com a luta, esses dias passam a se tornar dias de sorriso, dias de alegria... mas, e aquelas coisas que se foram? Algumas não voltam, outras não podem ser substituídas, então nunca será igual. Ok, eu aceito. Nem eu sou mais o mesmo de qualquer forma. Mas então se nossa felicidade pudesse ser medida com uma unidade de medida, será que algum dia eu conseguirei ser tão feliz como já fui um dia? Essa dúvida me atormenta de uma forma que eu jamais imaginaria antes. Com apenas 27 anos de idade teria eu já vivido o melhor da minha vida? Não é ser dramático, pessimista ou qualquer similar a isso, mas sim uma realidade a ser pensada.

Muito recentemente refleti comigo sobre isso e outras e percebo que cada um tem um tipo de modelo do que acredita ser felicidade, e estou achando que talvez tenha criado um certo protótipo disso, baseado no que viví até hoje. Em varios momentos me sinto feliz de verdade, mas a constância disso é tão diferente que faz eu crer que estou certo em pensar que só serei como fui quando tiver alguem do meu lado como antes. Isso me faz concluir hoje que a vida não tem tanta graça se você não tem alguem verdadeiramente do seu lado em tudo que você faz e decide fazer.

De qualquer forma, vou me conformando que jamais será igual você, jamais será como foi, mas que pelo menos seja verdadeiro em todos os aspectos. Que seja feliz como foi, que seja intenso como foi, que seja indiscutívelmente pra sempre como nunca foi.

Se isso vai acontecer ou não, é um problema pro Raphael do futuro...

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