A vida...
Cheia das coincidências, cheias das voltas.
Um verdadeiro círculo de acontecimentos similares, com pequenos toques de peculiaridade.
A vida...
Um grande bolsão comum de experiências vividas. Experiências que merecem ser compartilhadas.
Todos nós vivemos algo que alguém viveu antes. E vice-versa.
Todos temos algo a compartilhar. Algo a acrescentar na vida de outro. O que vivemos molda o que somos, as decisões que tomamos formam o rumo que a vida tomará e, por mais que as situações sejam iguais, as decisões são diferentes e é esse o grande barato da coisa.
A vida...
Hora você condena. Hora é condenado. Num momento você chama alguém de burro, safado, pilantra, filho da puta. No outro você passa por algo praticamente igual e não sabe o que fazer. Mas porque não faz como sugeriu quando o outro passou? Porque não é assim. Na prática, amizade, a teoria é outra.
A vida...
Esse turbilhão de atos e consequências que formam tudo o que está a nossa volta é incompreensível por natureza. Consequências impiedosas, que nos causam medo a cada vez que pensamos. Nunca sabemos o que vai acontecer, mas sempre pensamos no pior.
A vida...
Aquela aonde é sempre mais cômodo não arriscar, não assumir responsabilidades. A zona de conforto é sempre mais convidativa, a mais simples de executar. Arriscar, me perdoem a redundância, é arriscado demais para ser convidativo. Se esconder na sombra dos erros alheios ou arrumar uma desculpa é a maneira mais fácil de viver a vida. Você nunca é culpado de nada, sempre se coloca na condição de quem tentou tudo o que podia e que foi injustiçado. Fácil. Simples. Sem risco, não é? Quantos não fazem isso? Mas quantas vezes você não fez também?
A vida...
Esse imenso conglomerado de experiências passadas que moldam o futuro ainda tem muito o que nos mostrar lá na frente, mesmo que as respostas estejam aqui, hoje, diante de nós...
quinta-feira, 7 de maio de 2015
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015
O anjo caído
Lá estava eu me imaginando ao chegar o fatídico dia. Só de pensar que teria que encará-la novamente meu interior se inflava de sensações que eu não saberia ao menos descrever. Um misto de angústia, tristeza e ansiedade... escrever as considerações finais de uma história tão intensa não deve ser agradável para ninguém afinal.
No início da história, aquele ser parecia algo ainda sem definição, porém era facil ver que emanava dele um brilho admirável. Sua presença sempre me contemplava com sentimentos positivos, mesmo quando ainda não éramos parte um do outro. Estava ela sempre alí, constante, viva, nunca despercebida. Num ato cheio de duvidas me permiti a conhecer ainda mais esse ser ainda indefinido por completo. Os anos se passaram e tudo que era desconhecido surgiu diante dos meus olhos como algo divino, me fazendo sentir o até então desconhecido amor indiscutível, e aquele ser ascendeu à posição de um anjo na minha vida... só poderia ser assim. Sempre olhando por mim, cuidando, acalentando, ensinando... perdoando. Com todo aquele brilho de um ser vivo admirável ela me inspirava, como aqueles anjos que inspiravam antigas canções que até hoje são entoadas pelos humanos apaixonados.
Porém, em toda minha vida eu ouvi e "aprendi" que a perfeição cabe somente à Deus e seu filho, e assim como os anjos que já choraram por perderem seu lugar no céu, ela se rendeu ao resquício de imperfeição que lhe restava. Sua luz deixou de emanar, sua vontade de viver que antes era inspiração se tornou controversa, e toda aquela admiração que um dia senti se transformou em angústia de ver o meu anjo caído, sem poder nem ao menos estender a mão para ajudar.
Olhar novamente para a face da pessoa que um dia teve um lugar dentro de mim como um anjo da guarda foi tudo senão inesperado. Naquele momento as cores cessaram, as melodias deixaram de ser entoadas e nada se sentia além da angústia de vê-la daquela forma.
Mas quem pode garantir que essa não é uma escolha lúcida? Dizem que alguns anjos renegaram aos céus por uma simples fantasia de viver o desconhecido. E quem pode garantir que a consequência disso é a mesma realidade triste e sem vida que eu vejo? Quem poderá determinar a felicidade de outrém? Alguém se arrisca?
Minha felicidade nesse momento se reserva ao fato de ter encarado face-a-face algo que dentro de mim sempre será sagrado e mesmo assim lidar com a triste realidade sem esmoecer, sem fraquejar ou se amargurar. A força que procurei no meu interior ao longo desse ano finalmente se manifestou, quase que por completo. Agora sim eu sinto que finalmente posso dizer... Adeus, meu anjo.
No início da história, aquele ser parecia algo ainda sem definição, porém era facil ver que emanava dele um brilho admirável. Sua presença sempre me contemplava com sentimentos positivos, mesmo quando ainda não éramos parte um do outro. Estava ela sempre alí, constante, viva, nunca despercebida. Num ato cheio de duvidas me permiti a conhecer ainda mais esse ser ainda indefinido por completo. Os anos se passaram e tudo que era desconhecido surgiu diante dos meus olhos como algo divino, me fazendo sentir o até então desconhecido amor indiscutível, e aquele ser ascendeu à posição de um anjo na minha vida... só poderia ser assim. Sempre olhando por mim, cuidando, acalentando, ensinando... perdoando. Com todo aquele brilho de um ser vivo admirável ela me inspirava, como aqueles anjos que inspiravam antigas canções que até hoje são entoadas pelos humanos apaixonados.
Porém, em toda minha vida eu ouvi e "aprendi" que a perfeição cabe somente à Deus e seu filho, e assim como os anjos que já choraram por perderem seu lugar no céu, ela se rendeu ao resquício de imperfeição que lhe restava. Sua luz deixou de emanar, sua vontade de viver que antes era inspiração se tornou controversa, e toda aquela admiração que um dia senti se transformou em angústia de ver o meu anjo caído, sem poder nem ao menos estender a mão para ajudar.
Olhar novamente para a face da pessoa que um dia teve um lugar dentro de mim como um anjo da guarda foi tudo senão inesperado. Naquele momento as cores cessaram, as melodias deixaram de ser entoadas e nada se sentia além da angústia de vê-la daquela forma.
Mas quem pode garantir que essa não é uma escolha lúcida? Dizem que alguns anjos renegaram aos céus por uma simples fantasia de viver o desconhecido. E quem pode garantir que a consequência disso é a mesma realidade triste e sem vida que eu vejo? Quem poderá determinar a felicidade de outrém? Alguém se arrisca?
Minha felicidade nesse momento se reserva ao fato de ter encarado face-a-face algo que dentro de mim sempre será sagrado e mesmo assim lidar com a triste realidade sem esmoecer, sem fraquejar ou se amargurar. A força que procurei no meu interior ao longo desse ano finalmente se manifestou, quase que por completo. Agora sim eu sinto que finalmente posso dizer... Adeus, meu anjo.
domingo, 25 de janeiro de 2015
Tedio, cofres e dramas
Observo meu reflexo no espelho. Lá estão as sombras sob os
olhos de sempre, mas parecem mais profundas hoje. Tento sorrir para a garota
com expressão entediada que me encara, mas ela não sorri de volta. Tudo bem.
Mais um dia da jornada. Mentalmente calculo se estou criando drama demais da
situação que me encontro. Qual a minha definição de drama? Dar a verdadeira importância
ao que sinto e me dar o direito de discordar, achar ruim, fazer birra e careta?
Esclarecer minhas insatisfações?
Passei a aceitar meus “dramas” e começar a parar de não
querer chatear as outras pessoas. Por vezes, de tanto se preocupar em não chatear,
você acaba sendo uma chateação do caralho. Pode soar arrogante de se dizer, mas
não me importa mais o que vão pensar sobre mim, desde que (ênfase nesse desde
que) eu mesma esteja satisfeita com essa entropia mental, emocional, psicológica
e física que me caracteriza. Se eu estou satisfeita? Não. E é exatamente isso
que me entedia.
Cá estou trancada dentro de um cofre, localizado numa sala
protegida, no subsolo de um prédio vigiado ininterruptamente. O vigia é o medo.
A proteção, as experiências. Dentro da minha bolha de tédio calculo passos das
pessoas ao redor, e acerto. Nenhum erro até agora. Ninguém me surpreende. Não
tenho vontade de sair, não tenho vontade de dar oportunidades às pessoas de me
mostrarem que eu estou errada e que não serei capaz de calcular os passos
delas, porque sei que serei capaz e o tédio vai ser maior ainda. Tenho consciência
de que essa situação é “errada”, que posso estar perdendo tempo, e não dou a mínima.
Pra mim é absolutamente necessário esse trecho da jornada, e a “perda de tempo”
maior se caracteriza em projetar anseios pessoais nos outros e se frustrar de não
te-los atendidos. Foram muitos anos vivendo pequenas ilusões sem me valorizar.
Hoje não tenho medo de ser egoísta, não tenho medo de julgamentos e não tenho
medo de me isolar.
Estou vivendo o clichê de “aprender a me amar” e não posso
dizer que estou me amando. Eu sou chata pra cacete. Tenho pena de quem teve que
suportar tudo isso. Foram muitos anos representando uma menina que não era eu o
tempo todo, e também frustrando os outros ao descobrirem toda a escuridão que
guardava pra mim e descarregava de uma só vez quando não suportava mais
sozinha.
Posso não ter aprendido muito ainda, mas caminhei por trilhas que sei não
serem as corretas. Aprendi que não preciso ter medo de ser eu mesma, a ter um mínimo
de sanidade emocional, não fazer cosplay de Atlas e que algumas palavras num
blog de mimimis na internet ajudam a aliviar as olheiras da menina entediada
que estava me olhando agora pouco.
domingo, 18 de janeiro de 2015
Será que o melhor já se foi?
Sorrisos vindo do nada, tranquilidade sendo sentida de novo, calor de viver estando presente com mais constância. Não sentir tanto peso em pensar em você e como está a sua vida tem sido recompensador, tanto quanto essas coisas que falei. Obviamente ainda tenho a certeza que o amor existe e continuará existindo, mas parece que o calor da raiva e a tristeza causada pela angústia estar indo embora tem aliviado meus dias.
Apesar de tudo isso. minha possivel maior tristeza sobre tudo isso foi levantada sem querer esses dias numa conversa despretenciosa: será que os novos tempos conseguirão ser tão felizes e satisfatórios como os que já se foram? Refleti comigo que nem nos meus piores dias, nem nos nossos piores momentos, em nenhum momento sequer eu te quis distante de mim. Até mesmo nas minhas idiotices e erros eu te via na minha frente, inexplicávelmente, mas você sempre foi o pilar, a inspiração, o motivo... a razão. E não existia cegueira. Eu perguntava ao coração e a razão afirmava. Não existiam dúvidas. Minha traição comigo mesmo foi não me conhecer, temer um futuro que apenas eu preví, e porra... eu nunca fui um bom vidente. Minha possível pretensão de querer ter sempre razão iniciou uma onda que te tirou de mim num tsunami de coisas ruins que vieram a minha vida. Porém, há dias de lágrimas, dias de tristeza, dias de desapontamento e dias de solidão. Com a luta, esses dias passam a se tornar dias de sorriso, dias de alegria... mas, e aquelas coisas que se foram? Algumas não voltam, outras não podem ser substituídas, então nunca será igual. Ok, eu aceito. Nem eu sou mais o mesmo de qualquer forma. Mas então se nossa felicidade pudesse ser medida com uma unidade de medida, será que algum dia eu conseguirei ser tão feliz como já fui um dia? Essa dúvida me atormenta de uma forma que eu jamais imaginaria antes. Com apenas 27 anos de idade teria eu já vivido o melhor da minha vida? Não é ser dramático, pessimista ou qualquer similar a isso, mas sim uma realidade a ser pensada.
Muito recentemente refleti comigo sobre isso e outras e percebo que cada um tem um tipo de modelo do que acredita ser felicidade, e estou achando que talvez tenha criado um certo protótipo disso, baseado no que viví até hoje. Em varios momentos me sinto feliz de verdade, mas a constância disso é tão diferente que faz eu crer que estou certo em pensar que só serei como fui quando tiver alguem do meu lado como antes. Isso me faz concluir hoje que a vida não tem tanta graça se você não tem alguem verdadeiramente do seu lado em tudo que você faz e decide fazer.
De qualquer forma, vou me conformando que jamais será igual você, jamais será como foi, mas que pelo menos seja verdadeiro em todos os aspectos. Que seja feliz como foi, que seja intenso como foi, que seja indiscutívelmente pra sempre como nunca foi.
Se isso vai acontecer ou não, é um problema pro Raphael do futuro...
Apesar de tudo isso. minha possivel maior tristeza sobre tudo isso foi levantada sem querer esses dias numa conversa despretenciosa: será que os novos tempos conseguirão ser tão felizes e satisfatórios como os que já se foram? Refleti comigo que nem nos meus piores dias, nem nos nossos piores momentos, em nenhum momento sequer eu te quis distante de mim. Até mesmo nas minhas idiotices e erros eu te via na minha frente, inexplicávelmente, mas você sempre foi o pilar, a inspiração, o motivo... a razão. E não existia cegueira. Eu perguntava ao coração e a razão afirmava. Não existiam dúvidas. Minha traição comigo mesmo foi não me conhecer, temer um futuro que apenas eu preví, e porra... eu nunca fui um bom vidente. Minha possível pretensão de querer ter sempre razão iniciou uma onda que te tirou de mim num tsunami de coisas ruins que vieram a minha vida. Porém, há dias de lágrimas, dias de tristeza, dias de desapontamento e dias de solidão. Com a luta, esses dias passam a se tornar dias de sorriso, dias de alegria... mas, e aquelas coisas que se foram? Algumas não voltam, outras não podem ser substituídas, então nunca será igual. Ok, eu aceito. Nem eu sou mais o mesmo de qualquer forma. Mas então se nossa felicidade pudesse ser medida com uma unidade de medida, será que algum dia eu conseguirei ser tão feliz como já fui um dia? Essa dúvida me atormenta de uma forma que eu jamais imaginaria antes. Com apenas 27 anos de idade teria eu já vivido o melhor da minha vida? Não é ser dramático, pessimista ou qualquer similar a isso, mas sim uma realidade a ser pensada.
Muito recentemente refleti comigo sobre isso e outras e percebo que cada um tem um tipo de modelo do que acredita ser felicidade, e estou achando que talvez tenha criado um certo protótipo disso, baseado no que viví até hoje. Em varios momentos me sinto feliz de verdade, mas a constância disso é tão diferente que faz eu crer que estou certo em pensar que só serei como fui quando tiver alguem do meu lado como antes. Isso me faz concluir hoje que a vida não tem tanta graça se você não tem alguem verdadeiramente do seu lado em tudo que você faz e decide fazer.
De qualquer forma, vou me conformando que jamais será igual você, jamais será como foi, mas que pelo menos seja verdadeiro em todos os aspectos. Que seja feliz como foi, que seja intenso como foi, que seja indiscutívelmente pra sempre como nunca foi.
Se isso vai acontecer ou não, é um problema pro Raphael do futuro...
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