quinta-feira, 7 de maio de 2015

Coincidências

A vida...
Cheia das coincidências, cheias das voltas.
Um verdadeiro círculo de acontecimentos similares, com pequenos toques de peculiaridade.
A vida...
Um grande bolsão comum de experiências vividas. Experiências que merecem ser compartilhadas.
Todos nós vivemos algo que alguém viveu antes. E vice-versa.
Todos temos algo a compartilhar. Algo a acrescentar na vida de outro. O que vivemos molda o que somos, as decisões que tomamos formam o rumo que a vida tomará e, por mais que as situações sejam iguais, as decisões são diferentes e é esse o grande barato da coisa.
A vida...
Hora você condena. Hora é condenado. Num momento você chama alguém de burro, safado, pilantra, filho da puta. No outro você passa por algo praticamente igual e não sabe o que fazer. Mas porque não faz como sugeriu quando o outro passou? Porque não é assim. Na prática, amizade, a teoria é outra.
A vida...
Esse turbilhão de atos e consequências que formam tudo o que está a nossa volta é incompreensível por natureza. Consequências impiedosas, que nos causam medo a cada vez que pensamos. Nunca sabemos o que vai acontecer, mas sempre pensamos no pior.
A vida...
Aquela aonde é sempre mais cômodo não arriscar, não assumir responsabilidades. A zona de conforto é sempre mais convidativa, a mais simples de executar. Arriscar, me perdoem a redundância, é arriscado demais para ser convidativo. Se esconder na sombra dos erros alheios ou arrumar uma desculpa é a maneira mais fácil de viver a vida. Você nunca é culpado de nada, sempre se coloca na condição de quem tentou tudo o que podia e que foi injustiçado. Fácil. Simples. Sem risco, não é? Quantos não fazem isso? Mas quantas vezes você não fez também?
A vida...
Esse imenso conglomerado de experiências passadas que moldam o futuro ainda tem muito o que nos mostrar lá na frente, mesmo que as respostas estejam aqui, hoje, diante de nós...

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

O anjo caído

Lá estava eu me imaginando ao chegar o fatídico dia. Só de pensar que teria que encará-la novamente meu interior se inflava de sensações que eu não saberia ao menos descrever. Um misto de angústia, tristeza e ansiedade... escrever as considerações finais de uma história tão intensa não deve ser agradável para ninguém afinal.
No início da história, aquele ser parecia algo ainda sem definição, porém era facil ver que emanava dele um brilho admirável. Sua presença sempre me contemplava com sentimentos positivos, mesmo quando ainda não éramos parte um do outro. Estava ela sempre alí, constante, viva, nunca despercebida. Num ato cheio de duvidas me permiti a conhecer ainda mais esse ser ainda indefinido por completo. Os anos se passaram e tudo que era desconhecido surgiu diante dos meus olhos como algo divino, me fazendo sentir o até então desconhecido amor indiscutível, e aquele ser ascendeu à posição de um anjo na minha vida... só poderia ser assim. Sempre olhando por mim, cuidando, acalentando, ensinando... perdoando. Com todo aquele brilho de um ser vivo admirável ela me inspirava, como aqueles anjos que inspiravam antigas canções que até hoje são entoadas pelos humanos apaixonados.
Porém, em toda minha vida eu ouvi e "aprendi" que a perfeição cabe somente à Deus e seu filho, e assim como os anjos que já choraram por perderem seu lugar no céu, ela se rendeu ao resquício de imperfeição que lhe restava. Sua luz deixou de emanar, sua vontade de viver que antes era inspiração se tornou controversa, e toda aquela admiração que um dia senti se transformou em angústia de ver o meu anjo caído, sem poder nem ao menos estender a mão para ajudar.
Olhar novamente para a face da pessoa que um dia teve um lugar dentro de mim como um anjo da guarda foi tudo senão inesperado. Naquele momento as cores cessaram, as melodias deixaram de ser entoadas e nada se sentia além da angústia de vê-la daquela forma.
Mas quem pode garantir que essa não é uma escolha lúcida? Dizem que alguns anjos renegaram aos céus por uma simples fantasia de viver o desconhecido. E quem pode garantir que a consequência disso é a mesma realidade triste e sem vida que eu vejo? Quem poderá determinar a felicidade de outrém? Alguém se arrisca?
Minha felicidade nesse momento se reserva ao fato de ter encarado face-a-face algo que dentro de mim sempre será sagrado e mesmo assim lidar com a triste realidade sem esmoecer, sem fraquejar ou se amargurar. A força que procurei no meu interior ao longo desse ano finalmente se manifestou, quase que por completo. Agora sim eu sinto que finalmente posso dizer... Adeus, meu anjo.

domingo, 25 de janeiro de 2015

Tedio, cofres e dramas

Observo meu reflexo no espelho. Lá estão as sombras sob os olhos de sempre, mas parecem mais profundas hoje. Tento sorrir para a garota com expressão entediada que me encara, mas ela não sorri de volta. Tudo bem.
Mais um dia da jornada. Mentalmente calculo se estou criando drama demais da situação que me encontro. Qual a minha definição de drama? Dar a verdadeira importância ao que sinto e me dar o direito de discordar, achar ruim, fazer birra e careta? Esclarecer minhas insatisfações?
Passei a aceitar meus “dramas” e começar a parar de não querer chatear as outras pessoas. Por vezes, de tanto se preocupar em não chatear, você acaba sendo uma chateação do caralho. Pode soar arrogante de se dizer, mas não me importa mais o que vão pensar sobre mim, desde que (ênfase nesse desde que) eu mesma esteja satisfeita com essa entropia mental, emocional, psicológica e física que me caracteriza. Se eu estou satisfeita? Não. E é exatamente isso que me entedia.
Cá estou trancada dentro de um cofre, localizado numa sala protegida, no subsolo de um prédio vigiado ininterruptamente. O vigia é o medo. A proteção, as experiências. Dentro da minha bolha de tédio calculo passos das pessoas ao redor, e acerto. Nenhum erro até agora. Ninguém me surpreende. Não tenho vontade de sair, não tenho vontade de dar oportunidades às pessoas de me mostrarem que eu estou errada e que não serei capaz de calcular os passos delas, porque sei que serei capaz e o tédio vai ser maior ainda. Tenho consciência de que essa situação é “errada”, que posso estar perdendo tempo, e não dou a mínima.
Pra mim é absolutamente necessário esse trecho da jornada, e a “perda de tempo” maior se caracteriza em projetar anseios pessoais nos outros e se frustrar de não te-los atendidos. Foram muitos anos vivendo pequenas ilusões sem me valorizar. Hoje não tenho medo de ser egoísta, não tenho medo de julgamentos e não tenho medo de me isolar.

Estou vivendo o clichê de “aprender a me amar” e não posso dizer que estou me amando. Eu sou chata pra cacete. Tenho pena de quem teve que suportar tudo isso. Foram muitos anos representando uma menina que não era eu o tempo todo, e também frustrando os outros ao descobrirem toda a escuridão que guardava pra mim e descarregava de uma só vez quando não suportava mais sozinha. 
Posso não ter aprendido muito ainda, mas caminhei por trilhas que sei não serem as corretas. Aprendi que não preciso ter medo de ser eu mesma, a ter um mínimo de sanidade emocional, não fazer cosplay de Atlas e que algumas palavras num blog de mimimis na internet ajudam a aliviar as olheiras da menina entediada que estava me olhando agora pouco.

domingo, 18 de janeiro de 2015

Será que o melhor já se foi?

Sorrisos vindo do nada, tranquilidade sendo sentida de novo, calor de viver estando presente com mais constância. Não sentir tanto peso em pensar em você e como está a sua vida tem sido recompensador, tanto quanto essas coisas que falei. Obviamente ainda tenho a certeza que o amor existe e continuará existindo, mas parece que o calor da raiva e a tristeza causada pela angústia estar indo embora tem aliviado meus dias.

Apesar de tudo isso. minha possivel maior tristeza sobre tudo isso foi levantada sem querer esses dias numa conversa despretenciosa: será que os novos tempos conseguirão ser tão felizes e satisfatórios como os que já se foram? Refleti comigo que nem nos meus piores dias, nem nos nossos piores momentos, em nenhum momento sequer eu te quis distante de mim. Até mesmo nas minhas idiotices e erros eu te via na minha frente, inexplicávelmente, mas você sempre foi o pilar, a inspiração, o motivo... a razão. E não existia cegueira. Eu perguntava ao coração e a razão afirmava. Não existiam dúvidas. Minha traição comigo mesmo foi não me conhecer, temer um futuro que apenas eu preví, e porra... eu nunca fui um bom vidente. Minha possível pretensão de querer ter sempre razão iniciou uma onda que te tirou de mim num tsunami de coisas ruins que vieram a minha vida. Porém, há dias de lágrimas, dias de tristeza, dias de desapontamento e dias de solidão. Com a luta, esses dias passam a se tornar dias de sorriso, dias de alegria... mas, e aquelas coisas que se foram? Algumas não voltam, outras não podem ser substituídas, então nunca será igual. Ok, eu aceito. Nem eu sou mais o mesmo de qualquer forma. Mas então se nossa felicidade pudesse ser medida com uma unidade de medida, será que algum dia eu conseguirei ser tão feliz como já fui um dia? Essa dúvida me atormenta de uma forma que eu jamais imaginaria antes. Com apenas 27 anos de idade teria eu já vivido o melhor da minha vida? Não é ser dramático, pessimista ou qualquer similar a isso, mas sim uma realidade a ser pensada.

Muito recentemente refleti comigo sobre isso e outras e percebo que cada um tem um tipo de modelo do que acredita ser felicidade, e estou achando que talvez tenha criado um certo protótipo disso, baseado no que viví até hoje. Em varios momentos me sinto feliz de verdade, mas a constância disso é tão diferente que faz eu crer que estou certo em pensar que só serei como fui quando tiver alguem do meu lado como antes. Isso me faz concluir hoje que a vida não tem tanta graça se você não tem alguem verdadeiramente do seu lado em tudo que você faz e decide fazer.

De qualquer forma, vou me conformando que jamais será igual você, jamais será como foi, mas que pelo menos seja verdadeiro em todos os aspectos. Que seja feliz como foi, que seja intenso como foi, que seja indiscutívelmente pra sempre como nunca foi.

Se isso vai acontecer ou não, é um problema pro Raphael do futuro...

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Tudo mudar?

- Olá! Fazia tanto tempo que você não aparecia por aqui. Pelo menos não dessa forma, eu acho. As últimas vezes foram estranhas pelo que eu me lembro, mas dessa vez... porque esse sorriso pra mim agora? Eu não consigo entender. Porque esse abraço forte como se não quisesse me largar mais? Você não parece aquela pessoa que eu julguei estar certo sobre o que era. Suas convicções e planos desapareceram de novo?
- Raphael, eu vim aqui apenas porque esse é um sonho e você já percebeu isso. Não coloque suas fantasias à frente da minha imagem para me culpar.
- Mas então... porque eu estou duvidando tanto das minhas convicções agora?

Porque estou duvidando? Eu já estou acordado! O sonho já acabou. O sonho que eu pensava viver e também o sonho que eu sei que era só um sonho. Ambos correm na minha memória de uma forma que eu não consigo entender como isso pode ter me mudado DE NOVO!
Há tão pouco disse até mesmo para mim mesmo e a qualquer um que perguntasse que a ascensão estava acontecendo... ok, ainda está, mas não como eu pensei.
Ela apareceu exatamente da forma que eu temia, e embora fosse apenas em sonhos, todas minhas convicções sobre o que eu poderia me manter caíram por terra, assim como minha força, como se eu tivesse retrocedido novamente alguns meses.
As músicas que já deixavam de me pressionar contra minhas memórias agora tem um novo efeito, e mais uma vez eu não sei como reagir.
Eu sei que aquela não existe mais, e por isso toda vez eu me pergunto tanto do porque dos meus prantos. A mente é lógica, inteligente, sabe qual caminho deve seguir, mas a força dos sentimentos me coloca em cheque de novo, jogando as cartas na mesa, colocando a solidão como a raiz de todos os problemas, apontando a lógica contra ela mesma.

Mais uma vez aquele trecho "como pode tudo mudar?" vira um questionamento constante, presente desde a ultima decada, sacramentado em um dia que deveria também ser sagrado, hoje parece que foi cantado pela primeira vez.

Me sinto tão perturbado que nem minhas ideias consigo organizar... será que esse texto fará algum sentido amanhã?

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Datas e lembranças

(ao som de Emil Bulls - Dancing on the moon)


Muitas datas importantes se passaram, datas essas que sempre reacendia alguma sensação que já tem ficado mais fraca com o passar daquele tal tempo que eu tanto esperei pra que surtisse efeito. O dia que celebrávamos juntos o seu aniversário no fim das contas se tornou o marco do dia que desistí de vez de você, de uma forma que eu jamais imaginaria. Repleto de ódio, angústia e questionamentos eu abri mão do que um dia não somente disse que seria viver um sonho, mas também sentí que seria. Mas o que é sentimento sem razão, não é? Meras sensações temporárias não definem o que iremos encarar pela frente... pelo menos não sem a lógica.

Hoje, depois de contar nos dedos os dias após o dia que a vida foi te tirando de mim aos poucos, depois de pouco mais de um ano do início da transformação final daquilo que eu via sobre você, talvez me sinto na direção correta. Ainda sinto sua falta, sinto saudade, até mesmo consigo sentir você me abraçar ao dormir, fazendo grunhidos de manha quando queria atenção, ou apenas mais um beijo de boa noite. Ainda ouço músicas que me fazem lembrar de você pedindo pra eu não fazer cara feia enquanto você cantava desafinado, além de muitas outras lembranças. Porém, consigo sorrir sem pensar que não estou feliz, consigo dar meus passos sem olhar pro lado pra ver se você ainda não voltou... consigo olhar pra frente e ver que você não estará lá, e não chorar mais. Exceto por agora, infelizmente.

A tal montanha-russa de sensações se foi, o tempo finalmente chegou, e aquele tão esperado alívio parece aparecer cada vez mais enquanto eu me descubro ser um cara novo a cada dia que reflito mais sobre tudo que fiz e o que faço hoje. Mas ainda assim, ainda me deixo levar por fraquezas que insistem em me conectar com você. Aquela nossa canção foi cantada de novo depois de tanto tempo, e eu novamente me entreguei a um estado que fazia um tempo que não me colocava, ou permitia estar. "Como pode tudo mudar?". Essa é ainda uma frase que ficou e sempre vai ficar na minha vida, mas que hoje me ensinou o quão voláteis e passageiras as coisas podem ser.

Enfim o ponto final já foi digerido, não compreendido, porém aceito. Ainda não posso encarar sua face, não posso ouvir sua voz... mas não entendo porque fraquejo tanto com fatores como esses. Talvez seja porque sei que algumas pontas soltas podem querer se amarrar na estrada que me levaria pra fora do caminho que eu planejo, pode fazer eu deslizar pela primeira vez depois de tanta tentativa de se manter firme e estável. Talvez também porque sei que sempre irei te amar independente de qualquer coisa que aconteça. Talvez seja porque nos meus sonhos a dor seja tão forte que eu não quero ter que suportá-las novamente na vida real. Diante de tantos talvez eu apenas me abstenho e encaro o fato que tenho que vê-la apenas mais uma vez, para o que será literalmente escrever a palavra FIM na ultima pagina do livro da nossa história.

Acho que hoje já consigo concordar com você. No fim das contas, nossa história foi linda. Lindas histórias também podem acabar mal, eu acho. Apesar de todos os pequenos pesares que ainda restaram, aquelas ultimas palavras que você vivia me repetindo estão ganhando corpo.

"Fique tranquilo... vai ficar tudo bem"

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Casulo

Se você precisa partir, não vou fechar a porta. Estando certa, não sou do tipo que vai implorar pela sua presença. 
Infelizmente (ou felizmente ) estou numa fase de reclusão, aprendendo sobre os meus mais profundos poços do consciente. Estive acostumada a passar boa parte da minha vida ancorada em algumas pessoas, precisando da atenção delas para me sentir feliz. Não quero viver para ser apenas um “peso de papel” na vida dos que me cercam, e sinto a absurda necessidade de ficar sozinha sem me sentir sozinha. Não sei quanto tempo essa auto-exclusão social poderá durar, e não me orgulho de estar vivendo-a, mas prefiro estar em silencio do que acrescentando palavras ou atitudes que poderão ferir num futuro distante ou próximo. Se eu fosse um microorganismo, estaria confinado por ameaça biológica, esperando pela descoberta da cura para ser solto novamente no mundo.
Pode ser que a maioria das pessoas não entenda, e se afaste porque não há nada proveitoso de alguém em silencio, não as culpo, talvez fizesse o mesmo com a perspectiva voltada contra mim. Não quero ser a vítima com mentalidade adolescente mimada de que “ninguém no mundo me entende”. Ora, se eu mesma até hoje não aprendi a lidar com a solidão, e me aceitar e compreender, como poderei sustentar relações, sejam elas amorosas ou amigáveis? A reclusão não consiste em me trancar num quarto escuro, abraçando os joelhos. A questão é que o meu eu normal está acostumado a grandes e intensas emoções, do tipo que, metaforicamente, pularia de um penhasco enorme para mergulhar sem pensar muito, “só pra ver o que vai acontecer”; enquanto o eu atual se aproxima do penhasco, olha pra baixo, dá meia volta e conclui que é melhor não arriscar. Uma parte diz “Você está velha, com medo, com covardia, sem carpe diem”. A outra sabe que a queda pode machucar, pouco ou muito, como já machucou das outras vezes, e prefere evitar a fadiga. A parte que quero encontrar, é a que encararia o penhasco, talvez com medo, mas não sem coragem, não soubesse ao certo o que aguardaria no pulo e pularia mesmo assim, sabendo que valeria a pena se arriscar mais uma vez, ou quantas fossem necessárias.
Não tenho paciência com histórias prontas de que só se sabe quando se tenta. Isso pode ter algum significado, mas não total. Ou seja, anos de experiências, pessoais ou alheias, não acrescentariam nada às XPs emocional/mental/psicológica?
Não tenho paciência pra ser uma “quase eu”, sei o que quero da vida e da forma como quero viver ; e absolutamente não quero ser infeliz comigo mesma, cobrando dos que se aproximam de mim algo que nem eu sou capaz de me oferecer (ainda), e nem saberia nomear, mas que se resume a me sentir em paz comigo mesma.

Posso idealizar demais meus comportamentos, e parecer egocêntrica em querer tentar me entender tanto a ponto disso tudo, mas atualmente a melhor forma que encontrei foi essa: me restaurando por dentro poderei construir por fora. 
Só me resta ter o timming do casulo, não quebra-lo antes de estar pronta; nem ficar dentro dele até apodrecer.