segunda-feira, 26 de maio de 2014

Por quê?

Como é possível que as coisas ao meu redor possam ficar sempre insistindo em trazer você de volta a minha cabeça, mesmo sem ao menos eu ouvir falar de você, te ver ou ouvir sua voz? Aparentemente, toda vez que me encontro em uma situação de conforto com sua ausência as coisas começam a se mover sutilmente. As músicas selecionadas aleatóriamente pelo celular começam a calhar com os momentos e lugares... até mesmo com os pensamentos. As coisas parecem conversar comigo, me mostrar algumas realidades que eu quero ignorar por meio de coincidências chatas e as vezes até mesmo inacreditáveis, e é aí que eu me pergunto "por quê?".

Mesmo depois de tanto tempo convivendo com essas sensações, eu ainda não aprendi a lidar com a falta de respostas para as minhas perguntas. As expectativas já são outras, assim como as sensações, que não são mais intensas como antes, porém elas continuam constantes... como sempre. Lembrar de como tudo foi sorrindo e chorar ao saber como tudo é ainda é uma realidade diária, e hoje não está sendo diferente. Ou está?

Por que será que parece que tudo aconteceu ontem? Você ainda parece estar aqui...

Por que parece que faz tanto tempo? Eu sinto tanto sua falta...

Como cada dia parece ser uma nova sensação a enfrentar, hoje eu tenho que lidar com o que parece uma areia movediça de saudade. Quanto mais eu me movo, mais eu me afundo, e assim vou sentindo cada parte do meu corpo pedindo por você, cada sentido meu procurando pela sua presença. Te observar, te tocar, te ouvir, sentir o teu cheiro... sentir seu gosto. É como se precisasse de um pouco de tudo aquilo que você um dia ocupou. Minha parceira, amiga, companheira, e além de tudo minha amante. Mas as coisas já não são bem assim, e talvez nem possam ser mais. E por quê?

"Esqueça tudo que passou, esqueça tudo que se foi", minha mente me diz... mas, infelizmente ou não, eu não sei nem ao menos por que, mas parece que eu ainda sou completamente seu.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

São momentos

Momentos que rimos, choramos, confortamos, amamos, esbravejamos, momentos únicos. 

Momentos que com o tempo se tornam memórias, e antes de acontecerem eram expectativas. Durante são experiências. Que crescem, fortalecem, enobrecem, amadurecem.

Há quem evite os momentos, com medo de momentos que já viveram. As vezes sabedoria, por vezes desperdício. Só se aproveita tudo que um momento tem a oferecer mergulhando de cabeça nele. Momentos novos são temerosos, não se sabe como lidar com eles, estão ali pra surpreender, de forma boa ou ruim. A forma de conduzi-lo determinará boa parte de como ele será.

Há excesso de nostalgia em momentos passados, com pessoas que já não estão ali para viver momentos novos. Pode ser corrosivo, independente de quão bom foram os poucos ou inúmeros momentos com essas pessoas em questão. Há também a nostalgia reconfortante e segura, de relembrar momentos passados e olhar para o presente e ver que os protagonistas ainda estão com você. Esses são os melhores.

E há a expectativa com momentos que ainda não aconteceram. Momentos de espera, angustia, ansiedade; até que acontecem e não atingem seu mar de previsibilidades, restando a duvida do por que de tanto sofrimento antecipado. Esses são os piores.

Evita-los, vive-los, relembra-los, anseia-los... a vida se resume a isso. As pessoas escolhidas a compartilhar momentos recebem o maior tesouro que cada um tem a oferecer: o seu próprio tempo, pois ele não é retrocedido, adiantado e nem devolvido, apenas vivido.

Restando os momentos. Valorize-os.




sábado, 17 de maio de 2014

Não sei

Há um tempo os dias tem passado de uma forma diferente, onde as coisas parecem que não se movem e com isso eu percebo que não há mais informações jogadas ao ar. Não sei como você está, não sei o que faz, como se sente, e no fim acabo percebendo que não sei nada disso sobre mim também. Não sei o que esperar, o que querer... nem ao menos sei o que desejo.

Depois de tanto tempo sem te ver, sem te olhar nos olhos e ouvir sua voz, parece que eu me sinto mais seguro, afinal. Sua falta de vontade de viver uma vida com propósitos tirava a graça de cada passo que eu assistia você dar, e isso me dava um leve desespero. Ver que alguém que amo correr contra tudo que se dispôs a acreditar sem ao menos ter um porquê é muito pra minha cabeça. Mas agora essa sensação está passando, e com isso o "não saber" vai tomando conta, até que alguma coisa possa preencher parte do vazio que você deixou.

Mas mesmo sem saber aparentemente de nada, eu sei que sinto sua falta e me dói ter tantas perguntas que talvez nunca serão respondidas. Essa atmosfera me deixa em um status volátil demais, completamente propenso a fraquejar mais vezes. Tenho sonhos com você, uns bons, outros ruins, mas que sempre me fazem acordar com sensações desconhecidas, como se me preparasse para as possibilidades futuras, não importando quais elas sejam. Mas o sonho de hoje foi algo que me levanta ainda mais questões, que novamente não tem resposta. 

Será que se um dia você voltar eu ainda estarei aqui? Não sei...

segunda-feira, 5 de maio de 2014

#03

O brilho das estrelas e a dama da noite estavam sendo ocultadas pela forte tempestade que pairava sobre as nossas terras, por alguma razão, eu sentia dentro de mim que essa noite não só mudaria meu destino, como despertaria uma eterna vingança.
Justamente na noite em que eu completava 22 outonos, o
que eu mais temia, aconteceu...eu não estava preparado, mas, como meu pai sempre me disse, principalmente agora que o trono me aguardava: " Um rei nunca nasce pronto, Lancelot, ele si faz". E naquele momento eu percebi que eu não queria sentar em um trono, muito menos liderar uma nação, pois , o pior havia acontecido, quem eu mais amava...havia
falecido. A tragédia aconteceu pouco antes que eu chega-se no quarto.
Quando cheguei, seu corpo ainda estava quente, mas sua pele estava pálida, seus olhos abertos olhavam para a direção de um quadro, uma de suas mãos aparentava estar querendo pegar algo, e eu não entendia o que era, eu respirei fundo ajoelhado na lateral da cama segurando em sua mão,  tentando conter as lágrimas que cobriam meu rosto sem meu querer, respirei fundo novamente e senti um cheiro diferente, algo que o meu falecido avó me descrevia detalhadamente em suas historias quando sentávamos em frente a lareira e passávamos horas e horas conversando sobre tudo da vida.
O homem que estou me tornando, o futuro rei que eu deveria ser, tudo,  tenho que agradecer a ele.
Por um instante despertou-me a curiosidade de saber quem poderia fazer aquela fatalidade, ele era um bom homem, protegeu seu reino e sua família, por longos e longos anos, enquanto empunhou sua espada, nenhum exercito se quer conseguiu chegar nas fronteiras de seu reino, ele lutava pela busca de um mundo melhor, aonde as pessoas poderiam fazer o que tivesse vontade e não serem obrigadas a se submeter a ordens de tiranos.
Mas ele me dizia, que a verdadeira batalha estava além dos nossos olhos mortais, e aquela sim, era uma batalha que influenciava constantemente e radicalmente na vida dos seres vivos, e que quando chegasse a hora eu deveria estar pronto...(Pronto para o que?) Eu pensei.
Enxofre, esse era o cheiro que eu havia sentido, segundo as descrições que meu avô me falava em suas historias. Dizia ele que se um dia eu sentisse esse cheiro, eu deveria fugir para muito longe, e nunca mais voltar, mas eu acabei de perde-lo e nunca imaginei sentir um ódio tão imenso como aquele pelo assassino do meu herói e, definitivamente eu descobriria quem havia feito aquilo e colocaria um fim nisso tudo.
Quando a sua morte foi anunciada o reino todo ficou em choque, e uma semente foi plantada no coração que cada um que vivia sobre aquelas terras, uma semente de medo...pavor. Por que era obvio que em pouco tempo os reinos rivais saberiam do acontecimento, e faria de tudo para tomar o nosso reino, mas eu não estava nem aí para isso, não por hora, naquele momento eu estava cego, possesso, porém, perdido...

" Soberano Dragão de Platina, venho até aqui pedir humildemente que me guie, me proteja, por onde eu caminhar que eu não seja sucumbido a mal nenhum, que a minha fé seja transmitida pela minha espada...enquanto eu vagar por essas terras meus inimigos jamais terão paz, enquanto eu lutar por vidas em teu nome, nenhum inimigo se manterá em pé em minha presença, é o que lhe peço soberano Deus de Platina....
amém"

Tempos depois da morte do meu herói, eu tive coragem de voltar ao seus aposentos, eu sabia que o que eu precisava encontrar estava la, e estava mais do que na hora de enfrentar esse mal que tanto atormenta o nosso reino.
Chegando nos aposentos do meu avô procurei por algo que pudesse me indicar algum lugar, ou alguma coisa, mas não encontrei, e pensei comigo mesmo: "Não consigo achar nada aqui, não enxergo na..." - Por um segundo eu paro, interrompendo os meus próprios pensamentos, recordando do que meu avô havia me dito quando era vivo..."  A verdadeira batalha estava além dos nossos olhos mortais" e no mesmo instante lembrei do corpo do meu avô em cima da cama olhando para o quadro, era um quadro comum, com uma imagem do meu herói vestindo uma extraordinária armadura, empunhando uma espada e bem discretamente estava escrito alguma coisa em seu ombro que não dava para ler, não pela imagem que estava no quadro, mas sim por ser muito pequena a escrita. Corri imediatamente para o subterrâneo do castelo, aonde guardávamos todos os equipamentos de batalha, e é claro, a armadura de meu avô. Ela ficava dentro de uma sala fechada a 7 chaves, e poucas pessoas tinham acesso a elas, e uma das pessoas que tinham acesso era meu pai, um homem que eu convivi muito pouco, quem me criou de verdade foi meu falecido avô, meu pai não queria me entregar as chaves, ele dizia que não deveríamos incomodar o espirito do meu avô e então tive que fazer de outro modo, falar com ela, a mulher mais sabia que já conheci, a amada do meu herói, a minha grande e única heroína, ela sabia que eu não descansaria até vingar a morte da pessoa mais importante de nossas vidas, e como não tinha o que fazer para me impedir ela me entregou as chaves.
Diante da porta, receoso, porém, é o que devia ser feito, a morte do meu herói não deveria ser passada em "branco", se fosse para falecer, teria que ter sido de uma maneira natural, não por alguém que acha ter o direito de tirar a vida das pessoas.
As 7 trancas foram destrancadas, a porta era pesada, tive que utilizar as duas mãos. Entrando na sala, a mesma era iluminada por velas, e no final da sala, passando por diversas armas e armaduras históricas, estava a dele, sua armadura era tão imponente que parecia estar viva, parecia estar sendo usada por ele naquele momento. Passando por diversas armaduras, e armas de qualidade única, materiais jamais vistos...até agora, paro de frente para a tão esperada armadura, senti uma energia forte, poderosa, mas não ofensiva, pelo contrario, eu me sentia bem, próximo àquela armadura, como se ela representasse a presença do meu herói.
A armadura foi Feita totalmente de Mitral, o material mais conhecido pelos grandes anões, com detalhes em ouro, segurando com as duas mãos uma espada que brilhava tanto quanto astro rei sol. Me aproximei a ponto de poder enxergar o que não havia conseguido através do quadro,
"Sanctus", uma palavra até então desconhecida por mim, passo a mão sobre a mesma, conforme meus dedos a tocam ela brilha, e inconscientemente eu sussurro a palavra sem perceber e no mesmo momento a armadura se mexe abrindo-se como se fosse uma porta dupla, de dentro para fora, e la dentro estranhamente estava um livro de capa preta, bordado a ouro, eu o pego e saiu de la. Vou para um lugar bem isolado do castelo, e começo a ler sobre o livro, e desde então tudo ficou claro para mim, toda a historia de meu avô, quem ele era, o que ele realmente fazia, um idioma muito estranho estava no livro, e por sorte, no livro meu avô deixou detalhadamente como
Aprender o idioma e foi assim que eu consegui entender tudo. Após ler tudo que estava no livro, adquiri conhecimentos inimagináveis, eu sabia qual seria o próximo passo do meu avô, o plano completo, e por ele não estar mais entre nós, eu executaria esse plano por ele.
Tudo estava pronto, eu partiria na próxima lua cheia. Pensei dezenas de vezes em levar a armadura do avô, mas não era possível, eu precisaria sair despercebido, e a armadura do meu herói chamaria muita atenção podendo gerar problemas maiores do que o planejado.
Noite de lua cheia, uma noite aonde a nossa imperatriz lua reinava, seu brilho estava tão radiante que não precisaria de tochas, fogueiras, para iluminar a noite. O momento tão esperado havia chegado, estava tentando conter a minha ansiedade, mas estava difícil, quando a lua chegasse no centro do ceu, seria a hora. Antes de partir, agradeci em meus pensamentos por tudo que havia passado até aquele momento, e que agora, qualquer erro poderia custar a minha vida.
Pé na estrada, o local aonde eu deveria ir era longe, e isolado das terras conhecidas, estranhamente não encontrava-o no mapa comum da cidade, se meu avô não tivesse desenhado e marcado o caminho, eu teria problemas. A minha jornada até o destino fora tranquila, tiveram algumas tentativas de assaltos, mas eu consegui me dar bem. O treinamento que meu grande avô havia feito comigo eu percebia que era diferente do treinamento da guarda real, ele me ensinou a proteger também, mas as técnicas de combate eram diferentes, únicas a ponto de 4 soldados da guarda real não conseguirem abater quem dominassem essas técnicas. E foi assim que meu grande herói fez de mim....um devotado do Deus de platina, um guardião leal da justiça, e foi assim que meu herói fez de mim um Paladino.....
No livro do meu avô ele falava muito de aberrações que tinham asas, chifres, olhos vermelhos, aberrações que ele as chamavam de Demônios, para mim, essas "aberrações" que meu avô tanto falava deveriam ser feraz enormes, muito poderosas, seres desconhecidos que viviam mata a dentro que precisavam ser eliminadas das nossas terras, principalmente essa, que sinto estar envolvida na morte do meu falecido avô...
Chegando no destino, na entrada do objetivo, a mesma residia mata dentro, era uma caverna, escura, tudo em volta era silencioso, quieto. Não parecia que uma fera, uma aberração vivia ali. Bom, seguindo o plano de meu avô: Armas abençoadas por agua benta;
Deveríamos atrair a fera para fora e lutar a luz do dia com ela, pois, elas ficavam enfraquecidas. Parando de frente para entrada da caverna, pensando em tudo que havia vivido até ali, as pessoas que eu amava, amei, e amarei, pensando em tudo...e quando volto a si me concentro para não ter erros, não ter falhas, um erro meu poderia resultar em minha morte, no instante que dou o meu primeiro passo, eu sinto uma energia negativa sobre mim, o ar fica extremamente pesado e denso, mal conseguia respirar, e uma sombra se faz atras de mim, eu me viro o mais rápido que eu posso....
Uma risada sarcástica, seguido de um sorriso aterrorizante, eu não conseguia me mover, mal mexia meus olhos, mal eu respirava, e em frações de segundos eu me vi suspenso, meus pés não tocavam o chão, a mão que me suspendia pelo pescoço, era escamosa e quente, sem ar, nem gritar por socorro eu conseguia, pois, foi a primeira reação que tive, após, urinar em minhas roupas 2 vezes, e apenas percebia que havia urinado em minhas roupas quando o odor forte da urina chegou em minhas narinas, eu nunca havia visto um ser tão....imponente, meu medo foi tomado pelo pavor, meu ódio, pelo desespero, minha vingança....pela covardia....agora eu sei o quanto meu avô era poderoso, pois, só de estar na presença daquela aberração você precisaria ser mais do que um excelente guerreiro, muito mais....pele escamosa, chifres, dentes pontiagudos, unhas negras e grandes, que lentamente perfuravam o meu pescoço e me sufocavam, suas asas eram enormes com diversos cortes e furos, eu estava aproximadamente há uns dois metros do chão.....e então eu ouço:
 - Olá, criança... - ele inclina a cabeça para o lado -
Meu ar estava acabando, tudo estava escurecendo....
- HAHAHAHA....
Ele sussurra em meus ouvidos....
- Ele implorou para que eu não matasse...você! Mas como o destino é cômico, você veio até mim, você pediu para MORRER!!
Seus olhos eram amarelos, com a íris vermelha, no instante que ele termina de falar, seus olhos por completo ficam vermelhos.
Lagrimas caem dos meus olhos sem o meu querer, lagrimas de sangue!
- Por uma vida humana INTEIRA, e vivi nas sombras, fugindo daquele desgraçado, aquele maldito!! SIM, humano, seu avô foi o único mortal em toda a minha existência, a me derrotar, a me manter nas sombras, pois, ele sabia como me matar, não só a mim, como muitos outros morreram por aquela maldita lamina, muitos que estão agora no inferno, é por causa dele!!! e a minha existência por pouco ele não tira, isso não aconteceu apenas uma vez...só que eu descobri uma forma de vence-lo, e então eu apenas aguardei.
- Do que adianta vocês serem mortais, se vocês são mortais, mortal? - ele continua -
- Seu avô era invencível, para nós, caídos! Mas ele não poderia vencer uma coisa....
- O TEMPO!!!!
O Demônio gargalhava incansavelmente. Ele solta um pouco o meu pescoço, mas continua me segurando.
- Você acha que pode me vencer, mortal?
- Então, me odeie, supere o meu ódio, supere o meu poder, me amaldiçoe, derrote as pragas que caminham por essas terras, e quem sabe um dia você possa confrontar....- ele sussurra novamente - O príncipe do inferno!
- HAHAHAHAHAHA
Ele me arremessa de encontro a uma arvore, o choque faz com que eu desmaie e a ultima coisa que eu ouço, são as gargalhadas dele.
Uma fumaça chega em minhas narinas, eu acordo, a floresta em peso estava em chamas, me levanto desesperado procurando uma saída, me enrolo com um manto que eu carrego em minha mochila, e corro incansavelmente dentre o fogo, até deparar-me com um penhasco, e a mais de 100 metros, agua...ou eu pulava e poderia sobreviver na queda, ou morreria queimado. Pulo! Sem hesitar, eu tinha a sensação que algo, ou alguém me segurava para que a queda fosse mais tranquila, e então entro na agua  como se eu fosse uma flecha, e quando me dou por conta, estou vivo, eu sobrevivi!! Nado até o outro lado do lago, e o único caminho era escalar uma montanha, e assim eu faço, chegando no seu topo, eu vejo o horizonte, aquela vasta vista magnifica, me trazendo um pouco de paz, porém, eu estava arrasado, envergonhado, mas uma força além das minhas, uma força DIVINA, me fortalece.....e penso:
Mortal? Hm...JURO PELO MEU SANGUE- saco uma pequena faca e faço um corte em cada um dos meus antebraços- PELO SANGUE DOS MEUS ANTEPASSADOS, JURO PELO MEU DEUS...PELA MINHA ALMA....JURO....PELA MINHA EXISTÊNCIA... - eu grito-
- DEMÔNIO ALGUM CAMINHARÁ POR ESTAS TERRAS, AS TERRAS DO MEU DEUS, DEMÔNIO ALGUM VIVERÁ, ENQUANTO EU RESPIRAR, ENQUANTO!!!!!! EU EXISTIR!!! - lagrimas não param de cair dos meus olhos, soluçando- EU PROMETO....VOVÔ, EU PROMETO....MEU HEROI!!!


Lance, em busca da imortalidade